Para entender, de forma simples e dinâmica, como se deu a crise do Euro é possível iniciar com o sentimento pessimista mundial, que gera medo e, consequentemente, a desaceleração econômica. Em contrapartida aos países europeus, o Brasil tem tido as menores taxas de desemprego e o mercado de trabalho brasileiro apresenta boas perspectivas. É o que mais se destaca, por exemplo, no bloco do BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China, e as razões para esta afirmação pode ser detalhada estabelecendo uma comparação com cada país.

A Índia, por exemplo, apresenta sérios problemas internos, com mais de um bilhão de habitantes, a grande maioria pobre ou miserável, além disso, a divisão em grupos etnolinguísticos dificulta a comunicação interna e o regime de castas impede a ascensão das classes mais baixas, diferente do Brasil que tem uma ascensão das classes C e D. Já a Rússia vem de um longo período de socialismo e, pelo fato de ter ficado tanto tempo fechada para o mundo, também apresenta uma desorganização interna e dificuldades para crescer rapidamente, o frio predominante no país complica muito a atividade agrícola e, ainda, sofre com movimentos de independência por ser uma unificação de povos diferentes e rivais, o que não atrai investidores.

A China também é prejudicada com os grupos etnolinguísticos e com movimentos de independência e etnias rivais, porém, é um país extremamente populoso e que está mudando seu quadro atualmente, partindo de um cenário em que a maior parcela da população era muito pobre. Apesar da grande extensão territorial, necessita importar muita matéria-prima para seu crescimento.

De acordo com os contratempos neste ano (2013) é possível realizar uma análise com o que era esperado há aproximadamente um ano e qual o atual panorama do país. Mas, em contrapartida com os países citados acima, existem grandes distinções que valem, e devem, ser mencionadas. O Brasil não sofre com guerras internas, possui um único idioma e é a maior reserva de água potável do mundo, com abundância em riqueza de minérios. A nação está livre de desastres naturais e, com o clima bom quase todo o ano a agricultura é favorecida. Grandes acordos econômicos também estão incluídos e, como curiosidade, o G6 (EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão) grupo de maiores investidores do mundo não entende o alfabeto da Rússia, Índia e China, mas entende o nosso.

Colabora com este post Galadriel Sophya Blaskovski.

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