Com uma vida simples e modesta, José Mujica conta, em entrevista, sua forma de administrar o país com a capital mais segura do continente:

Uruguai, o país que tem aproximadamente 3 milhões de habitantes e o menor numero de analfabetismo da américa do sul, tem uma economia que cresce quase o dobro da do Brasil e uma taxa de homicídios igual a um quarto do nosso país. Tem a capital mais segura do continente, mas, segundo seu presidente, José Mujica, ainda tem muito que melhorar.

Em seu governo, Mujica traçou um plano para combater o narcotráfico, legalizando a Maconha, o que gerou uma resistência da população que ele julga normal, como sendo “medo do novo”. Sua ideia não é apoiar o uso da Marijuana, como chamam, mas sim aceitar e conhecer a realidade para poder ajudar quem está envolvido com as drogas. Porém, a medida vem com uma serie de cuidados, como a quantidade de produção controlada e em áreas militares que antes não eram utilizadas e hoje, ajudam a fazer o controle.

Sobre outras drogas, Mujica não se preocupa tanto e explica que por ser o Uruguai um país pequeno, não oferece um bom mercado para drogas mais pesadas, como cocaína e crack e diz que o que entra no país, tem como destino a Europa.

Outra questão polêmica adotada por “El Pepe” como é chamado, foi a legalização do aborto, outra pratica que ele não apoia. “Ninguém gosta dele. Não estamos de acordo com o aborto”. Sua ideia é que sendo legal, as mulheres procurem o governo e que então, eles possam dar apoio psicológico à elas. “Retrocedem porque não se sentem mais sozinhas” alega Mujica, que complementa dizendo que, se necessário, é oferecido também apoio econômico àquelas que desistem.

Ele ainda fala de dois assuntos: O abrigo oferecido aos refugiados de Guantanamo, explicando que o Uruguai é um país todo formado por refugiados, seja da guerra, da fome ou qualquer outro motivo, e que então acha justo que o povo se solidarize, oferecendo um lugar para eles viverem, mas alerta: Não oferece um lugar para fazerem o que quiserem, mas sim um lar, construir uma família, ter um trabalho. Questão de princípios, alega.

Questionado sobre sua forma simples de levar a vida, morando em um pequeno sítio e doando a maior parte do seu salário, disse que a democracia serviu para mostrar que todos somos iguais, e que um político deve viver como a maioria do povo vive e que não tem nada contra homens e mulheres ricos, mas com aqueles que entram na política apenas para ganhar dinheiro.

Sobre o Brasil, confirma a ótima relação que mantém e prevê em breve uma fronteira aberta e uma ajuda do governo brasileiro para a construção do porto agua profunda, que seria dos dois países. Mujica ainda brinca, reclamando que o Brasil tem produzido pouca erva-mate para os uruguaios.

Colabora com esse post: Melanie Daniliszyn Manassés

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