Você já parou para pensar o que faz uma pessoa dizer: “estou feliz da vida”?
É o mesmo que a faz dizer: “estou feliz com a vida”?

As respostas acima para o vencedor do prêmio Nobel de Economia em 2002 e fundador da economia comportamental Daniel Kahneman são claramente distintas.

Kahneman explica que o conceito de felicidade é muito mais complexo do que tendemos a considerar, e que a experiência de felicidade em muito se diferencia das memórias de felicidade. São as chamadas armadilhas cognitivas.

Parece confuso? E se dissermos que tirar um mês de férias ou apenas uma semana não fará grande diferença para as lembranças que você terá da viagem? Enquanto as experiências são vividas no presente, nossas memórias só retêm pequenas partes do que se passou, o que culmina em distorções em nossas lembranças.

Vale a pena conferir as diferenças entre o eu da experiência e o eu da lembrança neste vídeo gravado para o TED.

Dinheiro X felicidade

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup demonstrou de que forma as nossas emoções variam de acordo com a renda. Abaixo de US$ 60 mil por ano – faixa em que se encontra grande parte da população norte-americana – as pessoas são infelizes e se tornam cada vez mais infelizes à medida que são mais pobres.

Acima disso, a linha das respostas é absurdamente plana. “Isso prova que dinheiro não traz felicidade, mas a falta de dinheiro certamente traz sofrimento”, explica Kahneman. Esse primeiro experimento faz relação com a experiência da felicidade.

Já em relação à lembrança, a realidade é bem diferente. Quanto mais rica, mais feliz a pessoa se considera. Essa segunda análise não se aplica às emoções.

Para finalizar, Kahneman projeta: a forma como vemos a felicidade vai influenciar as políticas daqui a uma ou duas décadas. A mensuração das experiências de felicidade será parte das estatísticas norte-americana. Se o vencedor do Nobel estiver correto, imagine quais empresas e quais cenários se beneficiarão com a experiência de felicidade se tornando um dos indicadores a serem considerados pelas políticas públicas? Vale ficar de olho e fazer as suas apostas.

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