Muito se fala atualmente sobre o tripé de política econômica. Com o debate acalorado sobre o baixo crescimento previsto para o Brasil em 2014 e a polêmica proposta de flexibilização da meta de superávit, a economia voltou a ficar em destaque. Mas você sabe o que compõe o tripé?

  1. Taxa de câmbio flutuante;
  2. Disciplina fiscal;
  3. Banco central comprometido com metas para a inflação.

Nesse contexto, vale a pena conferir a palestra ministrada por Alexandre Schwartsman para iniciantes em administração e economia. Com data de 2012, ela permanece ainda mais atual e ajuda a compreender o padrão de política econômica que vigorou de 1999 a 2009, mas que aos poucos foi sendo abandonado.

Tal arranjo foi fundamental nas últimas décadas para estabilizar a economia brasileira e evitar que ela ficasse muito sujeita a flutuações bruscas de atividade econômica, com crescimentos exagerados em alguns períodos seguidos de pífio crescimento econômico nos períodos seguintes. Outro objetivo foi promover uma taxa de inflação relativamente baixa e previsível e manter as contas externas brasileiras mais equilibradas. Tudo isso para garantir um crescimento sustentável, que nos possibilite, entre outros pontos, uma melhora na distribuição de renda.

Porém com a mudança de rumo econômico, Schwartsman defende que estamos em um perigoso caminho, de forma a corroer os alicerces da estabilidade duramente conquistada. Confira neste vídeo quais as implicações de deixar de lado o tripé de política econômica e o que você deve levar em consideração na hora de pensar os seus investimentos.

Formado em administração pela FGV-SP e em economia pela USP, Schwartsman é doutor em economia pela Universidade da Califórnia (Berkeley). Ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central e sócio-diretor da Schwartsman & Associados Consultoria Econômica, ele é também professor do Insper e colunista da Folha de S.Paulo.

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