Em 2008, o mundo vivenciou a maior crise da história do capitalismo desde a grande depressão de 1929. Ao menos, é isso que defende o filme Capitalismo: uma história de amor (Capitalism: a love story), dirigido pelo polêmico Michael Moore, já conhecido por outros filmes que criticam o sistema norte-americano, como SiCKO: $O$ saúde e Fahrenheit: 11 de setembro.

No filme, Michael Moore questiona como o capitalismo conseguiu alterar até os ideais previstos na própria Constituição dos Estados Unidos. No primeiro parágrafo desse documento está escrito: “Nós, o povo dos Estados Unidos, a fim de formar uma União mais perfeita, estabelecer a justiça, assegurar a tranquilidade interna, prover a defesa comum, promover o bem-estar geral e garantir para nós e para os nossos descendentes os benefícios da Liberdade, promulgamos e estabelecemos esta Constituição para os Estados Unidos da América”. Moore busca uma resposta para como um sistema econômico substituiu a democracia.

Para Moore, a crise financeira de 2008 não foi apenas o resultado de coincidências e má administração do governo norte-americano, mas o resultado do padrão de um sistema de capitalismo adotado nos EUA e na Europa desde o final da década de 1970. Chamado de “capitalismo neoliberal”, entre 1950 e 1973, as economias capitalistas fizeram “milagres” com o crescimento econômico. Tudo dava certo! A distribuição de renda era mais igualitária, o acúmulo de capital era facilitado porque o ambiente macroeconômico era estável. A inflação e os juros eram baixos, as taxas de câmbio estáveis… um paraíso financeiro! Foi o comodismo com esse padrão ao longo dos anos que fez com que a economia norte-americana se corroesse por dentro, resultando na crise.

Nada é isolado. Recomendamos esse filme para que possa rever alguns conceitos. Observar apenas o estado da economia mundial não basta, também é necessário estar atento ao que os governos fazem. O estado do mundo pode interferir e muito em seu planejamento financeiro. A melhor maneira para participar de uma maratona e não sentir dores depois é preparar-se para tudo. Então, faça as contas e prepare-se!

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