No Brasil, três métricas seguem em franco aumento: os impostos, o desemprego e a inflação. Para incluir uma pimenta na discussão sobre política econômica, regatamos nesta edição uma antiga palestra de Milton Friedman, um dos mais respeitados economistas norte-americanos, defensor do liberalismo econômico. Entenda o conceito por trás do “mito do almoço grátis”.

Friedman desmistifica a concepção de que um governo pode prover as pessoas, sem que precise coletar impostos. E destaca: somente pessoas pagam impostos. Negócios não pagam impostos. “Posso tributar este chão ou o prédio? Não, o prédio não paga impostos. Somente as pessoas podem pagar impostos. Então quando se fala em impostos, temos que lembrar que eles serão pago por alguém: pelos investidores, consumidores ou trabalhadores. Não existe outra forma, Papai Noel ou Fada dos Dentes”, alfineta Friedman.

Para o economista, engana-se quem pensa que quem paga a conta são os empresários. “Não faz diferença nenhuma para o patrão se ele paga um cheque maior ao empregado e o empregado paga uma parte direto para o governo ou se ele paga um cheque menor para o empregado, mas tem que mandar o cheque para o governo. O que interessa é a quantidade de dinheiro que custará para contratar uma pessoa a mais. Então o fato é que os impostos pagos pelos patrões são, na verdade, pagos pelos empregados”, revela Friedman.

Quer entender melhor como isso funciona na prática? Confira esta breve palestra de Friedman, ainda mais atual nos dias de hoje. E mais: entenda por que Milton Friedman defendia o fim da tributação sobre corporações.

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