Estados Unidos: atentado de 11 de setembro de 2001, crise de 2008, falência de grandes bancos e a crise das hipotecas. Um efeito dominó que ainda gera consequências. Em 2006, dois anos antes de uma das maiores crises financeiras afetar a economia norte americana, um ex-policial da cidade de Los Angeles previu o que iria acontecer.

No documentário “O Colapso”, Michael Ruppert traz o conceito de macroeconomia a outro nível e aborda diversas crises. Começando pela questão da obtenção do petróleo, o documentário explora as informações trazidas por Ruppert e a conclusão é surpreendente: a produção de energia, a indústria, a produção e distribuição de alimentos em escala global, a captação de recursos naturais, o uso de commodities, a invasão do Iraque, a guerra contra o terrorismo, bolsa de valores, crédito, juros, taxas, tudo está conectado.

“Eu era como um cartógrafo tentando mapear a forma como o mundo realmente funcionava, contradizendo a forma como nos diziam que funcionava”.

Com mais de 30 anos de atuação como repórter investigativo, Ruppert foi capaz de identificar e interpretar sinais que provavam que a crise 2008 iria acontecer e o quanto iria afetar a economia mundial, mas os analistas de Wall Street e Washington não o ouviram. O resultado já é conhecido.

A questão mais importante trazida em “O Colapso” é que nada é tão claro ou óbvio quanto pode parecer. Para ser chegar a alguma conclusão, antes é preciso buscar informação em mais de uma fonte e interpretar esses dados fazendo um paralelo com o cenário político-econômico global. Essa é a realidade.

“O Colapso” é um documentário muito interessante porque provoca a reavaliação de como e onde investir. Decisões governamentais podem alterar a valorização dos bens mais básicos, assim como também podem causar o esgotamento de matérias primas essenciais para a sociedade atual. Não há sentido em investir na produção de Etanol apenas como alternativa para a crise do petróleo, já que a energia gasta para gerar esse combustível é muito maior do que o resultado obtido e inclusive, consume litros e litros de petróleo.

O Colapso

“Nós vivemos em um paradigma de crescimento infinito que requer crescimento eterno. Toda economia é um esquema de pirâmide. E a economia global no seu todo não pode ser sustentada, pois exige um crescimento infinito”.

A conclusão que o documentário traz é: não basta apenas proteger os investimentos porque se não houver uma mudança de pensamento na forma como consumimos e produzimos, não haverá mais no que investir.

Nome original: Collapse
Direção: Chris Smith
Ano: 2009

Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da TORO Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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