Confira como o poder de um governo pode significar a miséria ou a prosperidade

Quando um economista fala em instituições, ele se refere a organizações que dirigem o funcionamento da sociedade por meio de leis e regulações, como o direito de propriedade, justiça confiável e estabilidade política, por exemplo. Nesse vídeo, o professor Tyler Cowen, da universidade norte-americana George Mason, explica como o poder das instituições pode definir o padrão de vida da população.

Herança da guerra

Para demonstrar essa influência das instituições, Cowen usa como exemplo as duas Coreias: do Norte e do Sul. Ambas as nações se separaram após a Segunda Guerra Mundial, que destinos diferentes a cada um dos lados. A Coreia do Norte sobrevive a um regime comunista e militar, enquanto que a Coreia do Sul vive uma economia livre e um sistema bem próximo ao capitalismo. Percebe alguma semelhança com a situação vivida na Europa durante o período em que se separava entre Ocidental e Oriental? Também é possível citar o exemplo da Alemanha antes e pós a derrubada do muro de Berlim.

A diferença entre os dois países pode ser observada visualmente. Do espaço, é possível ver o país comunista iluminado somente na capital, onde vive a elite governante. Já no país ao sul, observa-se um território completamente iluminado. Para o professor, a diferença está no tipo de incentivo que a instituição propõe ao povo.

O poder das instituicoes_Coreia do Norte e Coreia do Sul

Na Coreia do Sul, a cooperação comercial foi fortemente incentivada. Empreendedores puderam produzir bens e serviços seguindo a demanda dos consumidores. Se tivessem sucesso, poderiam continuar com o negócio e com o lucro, do contrário, abrem falência e o dinheiro é realocado para uma área de maior valor. Com isso, o país evoluiu baseado na cooperação e hoje é bem desenvolvido.

Já na Coreia do Norte, com um governo totalitário, planejador e centralizador, a população não tem liberdade para guiar seus negócios. Com preços controlados e controle sobre lucros, a população virou refém do poder da instituição. Por isso não é incomum ver episódios de miséria no país comunista.

A pergunta que fica após assistir a esse vídeo é: Qual seria o regime mais adequado para gerar boas condições de vida para a população, além da liberdade individual garantida?

Bom filme e bons negócios!


Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da TORO Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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