Entre fases de livre mercado e políticas socialistas, saiba de onde veio a riqueza da Suécia

A Suécia nem sempre foi um país com estado grande e alta taxa de impostos. Sua riqueza veio de muito tempo atrás, quando o país adotou diversas medidas de livre mercado. A partir de 1870, as mudanças começaram a surtir efeito e os escandinavos viveram um grande crescimento.

Neste vídeo, a economista sueca e Ph.D. pela George Mason University, Lotta Moberg, apresenta a história política e econômica que trouxe a Suécia para o atual patamar. O país escandinavo tinha:

  • Direitos de propriedade bem fortalecidos
  • Leis impostas de forma relativamente justa e honesta – fruto da cultura da população
  • Um sistema bancário privado (além da desregulamentação e diminuição de tarifas)

Esses fatores propiciaram o aumento do comércio e impulsionaram a economia, até que, em 1970, a Suécia ocupou à posição de 4º país mais rico do mundo.

A mudança

TOROInvestimentos_video_A historia da riqueza da Suecia_grafico

De acordo com Moberg, foi a partir da década de 70 que o país começou a subsidiar indústrias em situações ruins, ao invés de permitir sua falência, dando espaço para outras mais eficientes. Os impostos subiram muito. Em algumas situações, e para algumas pessoas, a porcentagem do imposto alcançava os 100%. O mercado de trabalho começou a sofrer diversas regulamentações, protegendo os trabalhadores e dando mais obrigações aos empregadores. Por fim, a moeda sueca sofreu diversas desvalorizações com o objetivo de estimular a exportação da indústria.

Com isso, os gastos do governo em relação ao PIB também explodiram, aumentando todos os déficits orçamentários. “Isso é como fazer xixi na calça; de início, a temperatura é quente, depois se torna frio por um longo período”, diz a economista. A década de 80 não foi melhor e carregou o legado das políticas sociais implementadas até a crise dos anos 90.

De volta e lá outra vez

Quando a nação percebeu os erros cometidos e a derrocada da economia, houve um movimento de mudança. Após o estouro de uma bolha imobiliária, o país começou a privatizar empresas do estado, incentivou o mercado de crédito e a desregulamentou a burocracia sobre o mercado externo (além de diminuir alguns impostos e políticas de auxílio social).

Hoje a Suécia tem uma economia muito mais livre e com menos intervenções estatais. Diversos impostos ainda são demasiadamente altos, mas atualmente são melhor distribuídos do que em outros países, considerando a qualidade de vida da população.

A conclusão para os estudiosos é simples: o gasto governamental desenfreado e não calculado – além da proteção de empresas estatais – costuma gerar um mal funcionamento econômico. A regulamentação exagerada também cria um bloqueio para o comércio, dificultando a prática de livre mercado e a competitividade positiva.

Será que políticas de livre mercado trazem um melhor desenvolvimento para a economia e para a condição social da população? O que será que funcionaria para o Brasil? Fica a dica para reflexão. Sucesso!


Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da TORO Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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