Uber, Airbnb, CouchSurfing: São vários os exemplos atuais de economia compartilhada. Entenda como funciona o novo fenômeno da economia

A economia compartilhada é uma realidade cada vez mais comum. Ela engloba novas perspectivas ao oferecer serviços de forma inovadora e menos regulamentada. Neste vídeo, o professor de leis, Christopher Koopman, da George Mason University, explica como a economia compartilhada sofre riscos com a burocratização dos governos.

Todo dia um novo negócio

Frequentemente, quando se navega pela internet, é possível descobrir novos serviços que facilitam a conexão entre aquele que oferece algo e o consumidor, que deseja algo. Muitas vezes, com o desenvolvimento da nova geração de celulares, a negociação é concluída e paga pelo próprio aparelho, gerando maior segurança para os envolvidos, além de mais praticidade.

Por exemplo, atualmente é possível pegar um telefone celular e, em poucos minutos e com o auxílio de um aplicativo, encontrar alguém que vai de carro para o mesmo lugar que você. Outro benefício similar (e relacionado as novas tecnologias) é que não há mais razão para preocupações ao viajar para outro país e não ter onde ficar, afinal, com as novas plataformas de serviço disponíveis, é possível encontrar um bom quarto de um morador local ou ao menos um sofá para passar a noite (conhecido, principalmente entre os mochileiros, como CouchSurfing).

Ou seja, tais serviços estão facilitando a oferta e demanda, o que cria oportunidades incríveis para novas formas de gerar renda e também de economizar, considerando o consumismo presente no século XXI.

Os reguladores

Economia-Compartilhada

A grande problemática sobre essa nova oferta de serviços é a regulamentação. Serviços pré-estabelecidos como táxis e hotéis, que necessitam de processos burocráticos para oferecer seus serviços, estão sendo usados como base para regular essas novas ofertas, o que diminui as chances de crescimento e consolidação de mercado.

Para Koopman, “o que estamos esquecendo é que a economia compartilhada mitigou a necessidade por regulações”. Os sistemas de avaliação dupla utilizado por serviços como Uber e o Airbnb (serviço de carros e hospedagem, respectivamente), suprem as necessidades para manter o serviço com boa qualidade. Assim, quem usa o serviço dá uma nota para quem oferece, criando um mecanismo de controle que classifica quem não obtiver boas notas, mantendo a qualidade do serviço oferecido e resolvendo o problema com autonomia, ao invés de regulamentações que tornariam o serviço burocrático e cansativo, tanto para o fornecedor quanto para os clientes.

Sendo assim, a grande questão é: Será que a política irá evoluir juntamente à economia compartilhada? Bons negócios!


Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da TORO Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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