Neste vídeo, Milton Friedman, um dos economistas mais importantes do séc. XX, um dos idealizadores do neoliberalismo e vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 1976, mostra como é possível um país se tornar corrupto, apenas tendo leis em demasia.

Friedman afirma que a sociedade tem estimulado o comportamento imoral, fazendo com o que o mesmo se torne “rentável” e complementa, dizendo que os seres humanos irão, sem exceção, se comportar imoralmente para obter benefícios em algum momento de suas vidas.

Para apoiar sua tese, o economista usa o exemplo da Grã Bretanha: durante o séc. XVIII, o país era considerado uma nação de contrabandistas na época, mas um século depois – e até o início do séc. XX – a Grã Bretanha obteve a reputação de ser o país que mais obedecia leis no mundo, com funcionários públicos incorruptíveis.

Como isso foi possível? Para Friedman, foi algo bem simples: praticando a política do “laissez-faire”. Adotado no séc. XIX, esse foi o princípio da economia liberal e defende que o Estado deve interferir o mínimo possível, deixando o mercado funcionar livremente. A partir do momento em que não havia mais empecilhos “legais” para comercializar mercadorias, não havia como burlar leis e nem motivos para subornar funcionários públicos.

Porém, segundo o economista, essa é uma política de curto prazo e que hoje está relacionada a escândalos em abundância (incluindo na Grã Bretanha).

Assista ao vídeo e reflita sobre a moralidade e sobre como esse conceito pode ajudar ou atrapalhar o desenvolvimento de um país.

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Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da TORO Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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