O plano é: em uma população com 1 milhão de pessoas, recolher um centavo de cada cidadão. Depois, os US$ 10 mil resultantes dessa arrecadação seriam direcionados para uma pessoa (no caso, um político). A dúvida: De toda essa massa, quantas pessoas saberiam o que seria feito com o dinheiro?

Pensando nisso, o professor de economia da Universidade de Suffolk, Ben Powell, explica porque muitos políticos não cortam de fato os gastos.

A ignorância política

Powell diz que não é incomum entre políticos prometer cortar gastos para agradar os eleitores, quando na verdade há programas específicos para “gastar” esse dinheiro, batizado carinhosamente de “custos concentrados”.

Segundo o professor, a massa eleitoral ignora a política. Por outro lado, grupos específicos – normalmente ligados aos principais setores da economia – observam os políticos eleitos, suas intensões e estratégias porque as consequências políticas podem afetar diretamente o mercado.

O exemplo de Powell utiliza o cenário de fazendeiros que recebem subsídios agrícolas como uma motivação especial para saber quais políticos apoiar, investindo em suas campanhas. Este apoio seria embutido no custo (que passa despercebido pela maioria da população) de cada etapa de produção dos alimentos, da escolha das sementes até a mesa do consumidor.

O economista explica que isso se classifica como lobby e pode gerar ações que resultam em campanhas políticas enganadoras. Tudo com o intuito de manter os “eleitores comuns” sem a informação correta.

Esse vídeo aponta a importância em conhecer bem os políticos e acompanhar o seu desempenho durante os anos de atividade. Bons negócios!

Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da TORO Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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