De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 69,2 milhões de domicílios registrados no Brasil até o fim de 2016, aproximadamente 51,3 milhões eram imóveis próprios. A mesma pesquisa mostrou que 68,2% desses domicílios eram quitados e 5,9% ainda estavam sendo pagos.

Neste vídeo, o consultor financeiro Gustavo Cerbasi explica o quanto é comum que as famílias brasileiras não deem a devida atenção a valorização ou desvalorização de imóveis. Isso porque a prioridade costuma ser comprar uma casa ou apartamento com conforto e segurança. Com isso, o retorno financeiro que o imóvel trará fica em segundo plano.

Para Cerbasi, a casa própria não é investimento devido a sua baixa liquidez (que é a capacidade que um ativo, aplicação ou investimento tem para se transformar rapidamente em dinheiro). Outro argumento do especialista é que o brasileiro ainda pensa no imóvel próprio como uma forma para construir patrimônio para a família, deixando a casa ou apartamento quitado como herança.

Educação financeira familiar

Ao abordar a liquidez, Cerbasi explica que um objetivo comum entre as famílias brasileiras é fazer um “upgrade” para imóveis maiores. Porém, fazer isso sem um planejamento financeiro pode criar dívidas e comprometer a saúde financeira da família. Isso também pode acontecer em um cenário que envolva herança: os filhos não estão preparados para arcar com as moradias herdadas e se endividam.

Assista ao vídeo e trace um objetivo financeiro. Investir na educação financeira dos filhos, por exemplo, ajudará com que administrem melhor o orçamento doméstico, possibilitando investimentos e diminuindo as chances de contrairem dívidas no futuro.

Richam Hajar é graduando do 7 período de Ciências Econômicas da PUC PR, estagiário na PHI Investimentos e responsável pelo Estúdio de PHInanças da PUC PR.

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